"E amarás o Eterno teu D`us de todo teu coração, de toda tua alma, com todo teu poder"- Devarim 6:5

"Guarde o mandamento com cuidado e sele a Torah entre os meus discípulos" - Isaias 8:16

" Disse D`us à nação de Israel: " pois Eu os tirarei dentre as nações e os trarei de volta para sua própria terra. Aspergirei água pura sobre vocês e ficarão puros... Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agir segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente minhas leis. Vocês habitarão na terra que dei aos seus antepassados; vocês serão meu povo e eu serei o seu D`us" - Ezequiel 36:24-28

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Messias de Israel e suas duas funções (profecias em Zacarias, Gênesis e Miqueias)

Antes de morrer, Jacob chamou seus filhos e e anunciou o que iria acontecer no fim dos dias (Gênesis 49:1). A Judá, Jacob disse que seus irmãos iriam louvá-lo e sua mãos estariam sobre a nuca dos seus irmãos. Jacob disse que Judá é como um filhote de leão, curva-se e se deita como leão e se livra da presa (Gênesis 49:9-10). No fim dos dias, o poder não será tirado de Judá, nem o bastão do comando entre seus pés, até que venha a Shiloh (local da habitação do Eterno, local do tabernáculo construído por Josué (Js 18:1)) e a ele a reunião dos povos seguirá (Gênesis 49:10). Aqui há a referência ao leão, um lutador, o Messias que estabelecerá um Reino pela luta.
Mas Aquele a quem o cetro pertence, descendente de Judá, iria amarrar à vide o seu burrinho e à cepa de videira o filho da jumenta, o jumentinho (Gênesis 49:11). Temos aqui uma função humilde para o Messias.

O mesmo jumentinho o qual o Messias está sentado é descrito em Zacarias 9. Lá é anunciado que o Rei de Israel estava vindo humilde, montado numa cria de jumento, num jumentinho (Zacarias 9:9). Posteriormente, O Eterno aparecerá como um relâmpago, o shofar soará, o Eterno defenderá Israel, que devorará e pisará as pedras de atiradeiras (Zacarias 9:14-17).

O Eterno diz que fará de Jerusalém um copo que tirará o equilíbrio de seus vizinhos. Jerusalém será uma pedra pesada contra todos os povos, pois quem tentar erguê-la se ferirá e todas as nações se reunirão contra ela (Zacarias 12:2-3). Mas o Eterno lutará por Israel e todos verão que o Eterno é com Israel, todos os povos vizinhos serão devorados. Também foi profetizado por Moisés que os povos se voltariam contra Israel e o Eterno daria a vitória sobre eles a Israel (Deuteronômio 33:26-29).

O Eterno procurará destruir todas as nações que atacarem Jerusalém e derramará sobre a casa de David e os habitantes de Jerusalém um espírito de graça e oração e então olharão para o Eterno (Jeremias 31- aliança de D-us restaurada com Israel) (a manifestação do Eterno, a quem transpassaram e pratearão como quem chora por seu Filho único (Zacarias 12:10), pois entenderão que o Messias tinha que morrer pelos seus pecados (tal como estava escrito também em Isaías 53, em Daniel 9, em Zacarias 13, no Salmo 22). Quando Israel, retornar ao Eterno, render-se arrependido e reconhecer que precisam do Eterno para viver a Torah e que precisam da expiação por Seus pecados ordenada na Torah (Levítico 17 e 19) então entenderão que o Messias é o Cordeiro, substituto na condenação que o ser humano merece por suas transgressões da Torah, dos mandamentos do Eterno.

Em Zacarias 14:5 está escrito que o Eterno será rei sobre toda a terra e o Seu Nome será Um; o Eterno virá com todos os santos. Os inimigos de Israel serão julgados (Zc 14:12-); Todas as nações serão reunidas em batalhas contra Jerusalém (Zc 14); os pés do Eterno estarão sobre o monte das Oliveiras (v.4).

Segundo Gênesis 49, o Messias, o descendente de Judá, lavaria no vinho sua roupa, e no sangue das uvas, o seu manto. Seria vermelho de olhos, mais do que o vinho, e branco de dentes, mais do que o leite (Gênesis 49:12). Temos nas Escrituras sagradas na menção ao vinho e ao sangue, no lagar, a ideia de juízo. A figura de espremer uvas e a menção de sangue associadas referem-se ao juízo do Eterno. Portanto, esse trecho de Gênesis 49:12 fala da função de julgar que o Messias, descendente de Judá teria.

No fim dos dias, o poder não seria tirado de Judá e a reunião dos povos o seguiria (Gn 49:11). Isto significa que haveria um reino eterno, que não seria tirado, do descendente de Judá. Assim, o Messias, aquele que seria ungido (mashiach) rei eterno, seria um descendente de Judá, filho de Jacob (Israel). O Messias iria julgar o mundo e estabelecer seu reino, um reino que não seria tirado dele, ou seja, eterno.

Também sabemos por Isaías 9, 16 e Jeremias 23 que o Messias, seria descendente de Davi, de nome Pai da Eternidade, Príncipe da paz, estabelecerá um reino eterno de retidão e paz.
Nos últimos dias (acharit hayamim), a montanha do Eterno seria estabelecida como a mais importante e os gentios subiriam a ela, à casa do D-us de Jacob pois de Tsion irá sair a Torah, a Palavra do Eterno, de Jerusalém. Esta Palavra feita em carne, a Torah feita em carne, julgará entre os povos e as nações não mais levantarão espadas umas contra as outras nem aprenderão mais a guerrear. O Eterno reinará sobre o remanescente em Jerusalém (Miqueias 4:1-8). Mas antes disso Israel passará por dores de parto, por tribulação, sairá da cidade até chegar Babel e então será libertada, redimida pelo Eterno da mão dos inimigos, das muitas nações que se colocarão contra Israel. Estas nações que se reunirão contra Israel dizem “que ela seja profanada, tripudiemos sobre Tsion”, mas elas não conhecem os pensamentos do Eterno (Miqueias 4:9-14).

O Eterno trará de Bet-Lehem (Belém) de Efrat, daquela que é muito pequena para ser contada entre os milhares de Judá, o condutor de Israel, cuja origem remontaria um passado distante, ou seja, que seria eterno, uma manifestação do Eterno Criador. Por um tempo ele iria entregar os filhos de Israel à tribulação mas restaria um remanescente que seria purificado pelo Eterno. O condutor , o governante que iria conduzir Israel iria se erguer e liderar força concedida pelo Eterno, e Israel habitaria em paz porque ele seria engrandecido até os confins da terra (Miqueias 5:1-4). O condutor que iria trazer paz a Israel seria engrandecido por toda a terra, O condutor da paz, o Messias, iria estabelecer paz na terra e remir Israel da mão das nações. Esse governante nasceria em Belém e voltaria para julgar o mundo colocando os pés no monte das oliveiras (Zacarias 14).

Pelo Profeta Miqueias, sabemos que nos últimos dias, de Tsion sairia a Torah que julgaria os povos. Haveria uma tribulação e o governante, o condutor, o Messias iria destruir os inimigos de Israel, remindo-o e estabelecendo Seu Reino de paz (Miqueias 4).

Há portanto, duas funções para o Messias de Israel: uma humilde, ligada ao sofrimento expiatório pelo pecado (ele seria ferido – Zacarias 13), e outra como juiz que extinguirá a injustiça (Gênesis 3) e estabelecerá o reino eterno de paz e justiça (Isaías 11, Salmo 96).

A profecia de Zacarias 12:10 se cumpre em Lucas 24:39, Mateus 27:35, João 19:18,34-37; 20:20-28; Revelação (Apocalipse) 1:7. Gênesis 49 se cumpriu em Mateus 1:2,3; Lucas 3:33; Hebreus 7:14; Miqueias 5 se cumpriu em Mateus 2:1; Lucas 2:4,7. Essas são só algumas das centenas de profecias que se cumpriram no nome do Messias, Yeshua (salvação) que foi transliterado do grego para o português como Jesus, o Filho Único de D-us, Manifestação do Eterno (Miqueias 4; Isaias 9; Pv 30:4) para tirar nossos pecados e nos purificar e dar vida eterna aos arrependidos que amam a Ele, amam Seus mandamentos e querem vivê-los acima de tudo. Aguardamos sua volta para julgar o mundo e remir Israel e os arrependidos de todas as nações.

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