O conceito que a sociedade, as pessoas tem a respeito do amor, muitas vezes não é o mesmo que D-us tem. Vivemos num mundo onde ações que aos olhos de D-us não são amorosas nem justas são cada vez tida como normais.
Analisemos juntos algumas práticas da sociedade contemporânea: roubar a vaga dos outros no trânsito, buzinar excessivamente, competir com o colega da empresa ao invés de cooperar com ele em prol de outros; adquirir cartão de crédito, pagando a crédito mesmo quando se tem o dinheiro à visa para dar em troca no mesmo momento que adquire a mercadoria; tratar as pessoas de modo diferente conforme os lucros que o relacionamento propicia; desvalorizar o próximo, diminuindo-o e depreciando seus feitos; explorar o trabalho dos outros; etc.
A sociedade tem ensinado que o que tem valor e é digno de receber o reconhecimento dos homens é aquilo que prospera, que os faz elevados em status, financeiramente ou intelectualmente sobre outros (Salmo 37, Salmo 39:6, Salmo 35:27,Jó 21:13-16, Isaías 40). O mundo dá valor a quem prospera e menospreza os que estão em dificuldade, como se fossem perdedores, pessoas de menor valor. A maioria das pessoas julga pela aparência e não pela justiça.(I Samuel 16:7, Pv 28:21, Isaías 53:2, Bessorot de Iohanan (evangelho de João) 7:24, I carta de Shaul (Paulo) aos Coríntios 7:31(I Co 7:31) e II carta de Shaul (Paulo) aos Coríntios 5:12 (II Co 5:12), Gl 2:6 e 3:22 (carta de Paulo aos Gálatas 2:6 e 3:22; II carta de Paulo a Tito 3:5).
Muitas pessoas correm atrás da prosperidade e vivem em função dela, mas tomar essa escolha é ir na contra-mão do Caminho do amor (Bessorot de Matitiahu (Evangelho de Mateus 6:21). Não que a prosperidade seja algo ruim. Pelo contrário, D-us não quer que nada nos falte e deseja a prosperidade das pessoas, as bençãos materiais, espirituais, nos relacionamentos, em todos os âmbitos. Mas, a partir do momento que colocamos a prosperidade em primeiro lugar, nos distanciamos do amor e de D-us (Mateus 6:33, Salmo 1).
D-us quer que desejemos mais a justiça, a retidão e o amor do que a prosperidade e reconhecimento. Quer que desejemos amar mais do que desejemos qualquer outra coisa e que tenhamos o amor como bem mais valioso da nossa vida (Salmo 119:72,127; Salmo 19:10).
Mas afinal como D-us conceitua o amor. Para D-us amar é obedecer Seus mandamentos. Quem pratica os mandamentos ama, do ponto de vista de D-us. Falo aqui não de uma prática de aparência dos homens, uma prática que vem da motivação pura do coração em viver em justiça.
O justo não quer mais se engrandecer perante outros. Ele sabe que não é melhor que os outros. Sabe que suas qualidades foram dadas por D-us e que D-us capacita também seu próximo. O justo sabe que todos somos servos de D-us para viver em justiça e dar frutos de amor nesse mundo, com o objetivo maior de engrandecer o Criador e ajudar que todas as pessoas amem a D-us e sejam Seus servos. Todos as pessoas são iguais perante D-us, pois são obra de Suas mãos e D-us purifica todo aquele que quer viver em retidão da mesma forma, pois não faz acepção entre as pessoas (Deuteronômio (Devarim)10:13;16:19; II Crônicas 19:7, Jó 13:10 e 32:21; carta de Paulo aos Romanos (Romanos) 2:11).
O amor dos homens é egocêntrico, busca engrandecer a si mesmo; quando busca os interesses dos outros o faz em troca de benefícios para si mesmo. O ser humano sem voltar ao Criador e depender dEle usa as pessoas e as coisas para exaltar a si mesmo, para ser reconhecido, para ser aplaudido. Ele pode até ter afeto por aquela pessoa, mas reverte a relação em prol de si mesmo. Essa é a nossa tendência. Mas quando D-us nos purifica passamos a fazer as coisas nos doando em benefício nosso próximo (Números(Bamidbar) 8:6, Salmo 51, Icarta de João (Iohanan) 1:7-9).
Assim, o amor verdadeiro é doador, sem buscar os próprio interesses (I carta de Paulo aos Coríntios (I Co) 13:5), sem usar ou explorar seu próximo. O amor segundo os olhos de D-us é totalmente comprometido com o que é justo, mesmo que tenha aparência afetiva.
O amor verdadeiro é intimamente ligado à verdade e à transparência (I Co 13:6).
O amor é paciente, espera pelo arrependimento das pessoas (I Co 13:4-7). Ao invés de sair julgando e punindo as pessoas, quem ama verdadeiramente com mansidão ensina e espera que o próximo enxergue seus erros, aquilo que prejudica o próximo e se achegue mais a D-us e vença aquele hábito que magoa o próximo. Para isso coloca-se nas mãos de D-us e pede a capacitação dEle para ajudar aquela pessoa, pois sabe que D-us é quem mudou sua vida e só nEle podemos viver em retidão, pureza e santidade. Quem ama verdadeiramente deseja que seu próximo seja puro, justo e amoroso, e sirva a D-us sendo o mais frutífero possível para Ele (Isaías (Ieshaiahu) 1 e 6).
Quem ama as pessoas busca em primeiro lugar agradar a D-us e não aos homens, já que os homens tem outro conceito para justiça e amor, conceitos injustos, como é injusta a sociedade. O evitar o mal é consequência de uma busca de agradar a D-us, levando em conta a Santidade dEle e que Ele é o Juiz, assim através do temor do Senhor, o ser humano evita a injustiça (Pv 16:6).
O amor não cobiça, não deseja o que é do outro (Êxodo (Shemot) 20). D-us deu a cada um características únicas e dons e talentos únicos de modo que cada pessoa é única para D-us. Assim a contribuição dela é única. D-us tem uma contribuição específica para cada ser humano realizar para Ele, em benefício da humanidade. Por essa razão, a competição não faz sentido aos olhos de D-us. Ele garante o espaço para cada um. Ele salva da mão dos opressores e por isso devemos confiar que independente das tramas e competições dos homens Ele fará Seus servos frutíferos para Ele e dará a Ele o espaço necessário para que ele cumpra sua tarefa e missão na vida, pois D-us que o designou para uma função específica, Ele mesmo irá garantir e propiciar que aquele servo a cumpra (Salmo 36).
Frente a isso temos duas escolhas: ou entramos na competição do mundo e fazemos as coisas segundo as nossas próprias forças e corrompemos a nossa justiça e valores para ter êxito para o mundo, ou escolhemos a justiça, escolhemos permanecer nos mandamentos e crer que D-us nos dará o que precisamos pois Ele promete isso aos que buscam a Ele e a Seu Reino de Justiça em primeiro lugar(Evangelho de Mateus 13:44). Como está escrito: O justo vive pela fé (Habacuque 2:4).
Pela fé em D-us somos tornados justos; pela fé em D-us e na Sua provisão permanecemos íntegros e pagamos o preço que for para viver o Seu amor, pois sabemos que nisso está a vida eterna, a vida em qualidade nesse mundo e a verdadeira felicidade, segundo as Escrituras Sagradas (Salmo 119:1,2; Salmo 1). Pagar o preço muitas vezes significa sofrer, mas o amor é sofredor (I Carta de Paulo aos Coríntios (I Co) 13:4). No entanto, viver em justiça pode até propiciar alguma alegria passageira, mas gerará muito mais sofrimento agora e posteriormente, quando deixar esse mundo e estiver na presença do Juiz e de Seu julgamento (Mateus 19:7; Apocalipse(Revelação) 22:14). É uma questão de escolha: escolher amar a qualquer custo, seguir D-us custe o que custar, pois Ele promete que serei feliz e Ele está perto daqueles que O buscam em verdade (Salmo 145:18) e A Sua presença é melhor que a vida (Salmo 63).
Deixamos a vocês uma tefilá (oração) e se tem esse desejo por favor orem conosco:
Avinu Malkenu, te suplico que o Senhor nos cure nos ajudando a amar, nos ajudando a enxergar as nossas práticas que não são amorosas e purificando elas. Ajuda-nos a sermos servos frutíferos que buscam os Teus interesses e não os nossos. Ajuda-nos a depender de Ti pois não temos sabedoria para guiar a nós mesmos, nem sequer podemos entender nossos erros, por isso suplicamos Tua misericórdia. Purifica-nos e faz de nós servos puros e muito agradáveis aos Teus olhos, mesmo que o mundo nos odeie, ajuda-nos a perseverar na prática dos Teus mandamentos, pois vivê-los é ser realmente feliz, feliz segundo o Teu critério, que é verdadeiro, pois Tu é a Verdade, a Vida e o Amor. Te suplico que traga aos Teus servos fiéis Teus cordeirinhos de Israel e das Nações para que os ajudem a trilhar Teu Caminho de Santidade e te amar sobre todas as coisas.
As Falácias do Pós-Modernismo e do Positivismo (Cientificismo)
2 semanas atrás
0 comentários:
Postar um comentário